O Rap chegou ao Brasil em 1980, mas só ganhou força em 1984 após uma apresentação do grupo americano Public Enemy. O primeiro álbum exclusivamente brasileiro foi lançado em 1988, com o nome de “Hip Hop Cultura de Rua”, ele apresentou nomes como Thaíde e Código 13. Ainda no ano de 1988 outro álbum foi lançado e nele estavam um dos maiores grupos de rap do Brasil, os Racionais Mc’s, que atualmente completam, 24 anos de carreira.

O objetivo desta dissertação foi o de apresentar alguns aspectos fundamentais para a compreensão do processo de construção da relação entre o rap, os rappers e a periferia. Tal relação é entendida como o resultado de um processo bastante abrangente de diálogo e, por vezes, de conflito, entre alguns rappers paulistanos e outros sujeitos e instituições no tocante à própria conceituação da periferia, à ocupação de territórios da cidade de São Paulo, às visões mais comuns sobre a violência e à criminalidade e, por fim, ao papel desempenhado por estes artistas na cena pública.

Rapper é aquele cantor ou cantora que sabe fazer de suas ideias e opiniões uma rima e sabe coordenar essa rima com uma boa batida.

Na atualidade o rap está mais comercial, muitos cantores estão fazendo letras que não condizem com a ideologia estão “vendendo” a sua voz para ganhar dinheiro, muitos compositores escrevem sobre o que a burguesia quer ouvir e não a realidade da periferia.
Esses são julgados na cena de rap como “ vendidos para o sistema” e perdem a credibilidade com o seu verdadeiro público .

O rapper passa a mensagem de tudo que acontece de ruim nas favelas e através da música tenta abrir a mente daqueles que julgam o rap como música de marginal e bandido.

O RAP é manifesto através das palavras, muitas crianças da periferia mudaram seu conceito por ouvir uma letra de rap, se sentem ali representados , quando o mundo vira as costas para eles , o rap abre um novo mundo e mostra que a realidade em que eles vivem não está escondida.

Com projetos sociais, e levando música e paz às periferias, o rap nacional ganhou espaço na mídia e hoje consegue passar a manifestação por vários meios de comunicação sem limitar-se aquele tipo de público que cresceu ali, mas também quem está de fora dessa realidade, e que se identifica com a ideologia.

 

“ A quem possa interessar, a proposta é mudar
O que vem da boca, reflete sua forma de pensar
Não é apenas se vestir, investir na imagem
É traduzir, resistir, persistir na mensagem “   G.O.G

Agradecemos ao grupo da zona norte “ RUATIVIDADE “ que concedeu a entrevista de campo . (Luke e Tripa)

Essa foto foi feita no show “ As cores do som” que ocorreu no CCJ (Centro Cultural da Juventude) dia 06/10/12 . VOTE CONSCIENTE!

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